Abuso de tranquilizantes e soníferos pode aumentar risco de Alzheimer – Saúde – Notícia – VEJA.com

Abuso de tranquilizantes e soníferos pode aumentar risco de Alzheimer

Retirado do site da VEJA: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/abuso-de-tranquilizantes-e-soniferos-pode-aumentar-risco-de-alzheimer

Segundo pesquisa, seriam entre 16.000 e 31.000 novos casos anualmente, na França, provocados pelo uso crônico das benzodiazepinas

Tranquilizantes: segundo pesquisa francesa, eles podem aumentar o risco de Alzheimer ThinkstockO consumo crônico de benzodiazepinas tranquilizantes, soníferos aumenta o risco de uma pessoa sofrer do mal de Alzheimer, segundo os primeiros resultados de um estudo francês, divulgados na revista Sciences et Avenir Ciência e Futuro.Anualmente entre 16.000 e 31.000 casos de Alzheimer seriam provocados na França por tratamentos com benzodiazepinas BZD ou similares, e seus genéricos: Valium, Temesta, Xanax, Lexomil, Stilnox, Mogadon, Tranxène, e similares, informa a revista em sua edição de outubro. Cento e vinte milhões de caixas são vendidas por ano. Na França são consumidos de cinco a dez vezes mais soníferos hipnóticos e ansiolíticos do que em seus vizinhos europeus, acrescentou a Sciences et Avenir.O encarregado do estudo, professor Bernard Begaud Inserm/Universidade de Bordeaux, referiu-se às constatações como “uma verdadeira bomba”. “As autoridades precisam reagir”, acrescentou, em declarações à revista. “Devem agir muito mais, se levarem em conta que de nove estudos, seis vão neste sentido de uma relação entre o consumo de tranquilizantes e soníferos durante vários anos e o mal de Alzheimer.” Begaud citou o caso do moderador de apetite Mediator, que pode ter causado mais de 2.000 mortes entre 1998 e 2009.O estudo foi realizado com 3.777 indivíduos de 65 anos ou mais que tomaram BZD entre dois e dez anos. “Ao contrário das quedas e fraturas causadas por estes medicamentos, os efeitos cerebrais não são imediatamente perceptíveis, tendo que se aguardar alguns anos para que apareçam”, disse o pesquisador. “Se em epidemiologia é difícil estabelecer uma relação direta de causa e efeito, quando há uma suspeita, parece normal agir e tentar limitar as prescrições inúteis, que são muitas.”O aumento do risco, entre 20% e 50%, pode parecer pouco em escala individual, mas não na escala da população, por causa do consumo destes medicamentos por idosos, destacou a revista. Segundo o professor Begaud, no total, 30% dos maiores de 65 anos consomem BZD, uma proporção enorme, e na maioria das vezes de forma crônica. As prescrições são, regularmente, limitadas a duas semanas para os hipnóticos e doze semanas para os ansiolíticos.A forma como os BZD atuam no cérebro para aumentar este risco de demência continua um mistério. Mas o problema já tinha sido mencionado em 2006 em um relatório do Gabinete Parlamentar de Políticas de Saúde sobre Remédios Psicotrópicos. “Depois não se fez nada”, criticou o especialista. “O mínimo que podemos fazer é cumprir as regras que nós mesmos aprovamos. Ou seja, limitar a duração do uso dessas drogas”, sugeriu.

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