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30/09/2009

Derrame cerebral emite sinal de perigo antes de ocorrer

Um em cada oito casos de acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é precedido por um pequeno alerta

Sinal de perigo

Um em cada oito casos de acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é precedido “por um pequeno alerta”, ou melhor, um ataque isquêmico transitório, segundo estudo publicado na revista Neurology, da Academia Norte-Americana de Neurologia.

Outra pesquisa, divulgada nesta semana, indica que um exame simples dos olhos, feitos no consultório, pode detectar com segurança a ocorrência dos derrames cerebrais e também destes ataques isquêmicos precursores – veja a reportagem Exame dos olhos supera a ressonância magnética no diagnóstico de derrame cerebral.

“Os resultados ressaltam a necessidade de termos melhores instrumentos de avaliação de riscos para prevenir AVCs antes que eles ocorram”, disse Daniel Hackam, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, um dos autores do estudo. “Até 80% dos AVCs após ataques isquêmicos transitórios podem ser prevenidos quando os fatores dos riscos são bem avaliados.”

Ataque isquêmico transitório

Os pesquisadores identificaram todos os pacientes que passaram por hospitais de Ontário com diagnóstico de AVC durante quatro anos. Do total de 16,4 mil pacientes, 2.032 (ou 12,4%) tiveram um ataque isquêmico transitório antes do AVC. Durante um ataque transitório, sintomas de derrame duram menos de 24 horas.

Aqueles que não tiveram um sinal de aviso tiveram maior probabilidade de apresentar um AVC mais sério do que os demais. Também tiveram maior probabilidade de morrer (15,2% contra 12,7%) e de ter parada cardíaca inesperada (4,8% contra 3,1%) enquanto permaneceram no hospital.

Diferenças de idade

Já os pacientes que tiveram um ataque isquêmico transitório eram tipicamente mais velhos do que os que não tiveram sinais anteriores ao AVC. Também apresentaram mais casos de diabetes, pressão alta e problemas cardiovasculares.

“É possível que os vasos sanguíneos daqueles que apresentem o alerta estivessem condicionados à falta do fluxo de sangue, o que os protegeu do impacto completo do acidente vascular principal. Qualquer pessoa que tiver um sinal, ainda que pequeno, deve procurar um hospital imediatamente”, disse Hackam.

Autor: da FAPESP
Fonte: Diário de Notícias

Informativo DAB 2009 Dia 07/05/2009

A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E SEU IMPACTO SOBRE A SAÚDE DOS BRASILEIROS

A mudança do modelo de atenção no Brasil mediante a Estratégia de Saúde da Família tem obtido inquestionável reconhecimento internacional. O PNUD, por exemplo, em seu Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio reconhece que, graças a ela, nosso país reduziu a mortalidade infantil de 47 por mil para 25 por mil, entre 1990 e 2006; que foi alcançada, de forma antecipada, a meta de redução em 2/3 da mortalidade de menores de cinco anos, aspecto em que a região Nordeste apresentou o melhor desempenho no país, ao contrário da tendência habitual; que a proporção de crianças menores de um ano vacinadas contra sarampo aumentou de 78% para 99%. Já a OMS, em seu último Informe sobre la salud en el mundo – 2008, cita a ESF como exemplo de reforma sanitária orientada pela Atenção Primária e sua significativa contribuição para a melhoria no equilíbrio entre atenção hospitalar especializada e atenção primária em saúde. O editor responsável pela publicação, Win Van Lerberghe, ressaltou que a ESF constitui um dos exemplos mais impressionantes do impacto da adoção dos cuidados básicos e de como esses cuidados devem ser implementados para que proporcionem melhoria na qualidade da saúde e tragam resultados.

O impacto da ESF tem sido comprovado por um número crescente de estudos nacionais e internacionais, além de congressos e eventos no Brasil e no exterior. Só para se ter uma idéia, nos últimos cinco anos, o volume de publicações sobre a Saúde da Família foi cerca de sete vezes maior do que o registrado nos primeiros anos de implantação da estratégia. Uma síntese de alguns desses estudos é mostrada no quadro abaixo.

MACINKO, 2009

Analisando dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS, 2007) este autor aponta que a cobertura da ESF está associada com padrões de boa qualidade técnica do cuidado e melhoria da saúde materno-infantil, como se vê nos exemplos seguintes: (a) 40% menos relatos de uso inapropriado de antibióticos em crianças com diarréia; (b) 14% mais gestantes vacinadas contra tétano; (c) 200% mais gestantes com suplementação de vitamina A; (d) 34% menos crianças com baixo peso (até 5 anos).

MACINKO, 2006

Analisando resultados preliminares do estudo Uma avaliação do impacto do Programa Saúde da Família sobre a Mortalidade Infantil no Brasil evidenciou que a cada 10% de aumento da cobertura da Saúde da Família nos estados, corresponde uma redução de 4,6% na mortalidade infantil, impacto mais significativo do que outras intervenções, como a ampliação do acesso à água (2,9%) ou ampliação de leitos hospitalares (1,3%).

AQUINO, 2008

Demonstra que o impacto da Saúde da Família sobre a mortalidade infantil tem efeito mais forte nos municípios com mais baixos índices de desenvolvimento humano e maior cobertura da ESF, ratificando o potencial dessa estratégia para a redução das iniqüidades sociais em saúde no Brasil; além disso, a redução da mortalidade infantil em municípios com altas coberturas da ESF foi quase duas vezes maior do que nos municípios sem ESF ou com coberturas incipientes.

MONTEIRO, 2009

Demonstra o papel da Estratégia Saúde da Família entre os fatores relacionados à redução de 50% na prevalência da desnutrição infantil crônica no Brasil, no período de 1996 a 2006/07.

HARZHEIM, 2006

Numa análise comparada do desempenho na atenção à criança, as equipes da ESF apresentaram adequação maior às dimensões da Atenção Primária (52%) do que as equipes do modelo tradicional (27%) e, quanto à equidade no acesso, crianças negras apresentaram maiores chances de receber cuidados adequados e similares às brancas nas unidades da ESF.

Em resumo, acumulam-se importantes evidências relativas ao impacto da Estratégia de Saúde da Família no Brasil, a saber:

1. O impacto tem sido mais significativo em municípios com maior cobertura pela ESF e naqueles com menor IDH.

2. A ampliação da cobertura vacinal e de pré-natal, a redução da mortalidade infantil bem como a redução da desnutrição proteico-calórica ilustram alguns dos efeitos da melhoria do acesso às ações de saúde da criança promovida pela expansão da ESF.

3. Nos últimos dez anos houve uma redução significativa da desnutrição infantil nas áreas cobertas pela Saúde da Família em todas as regiões brasileiras, de forma especial naquelas onde a prevalência desse problema era mais alta, reduzindo assim as desigualdades inter-regionais.

4. Redução expressiva do número de gestantes sem pré-natal, mais significativa nos estratos de maior cobertura da Saúde da Família, o que tem impacto importante na mortalidade infantil no primeiro mês de vida.

5. Em municípios de baixo IDH, a gravidez na adolescência foi 2,5 vezes menor nos municípios com altas coberturas da ESF, sabendo-se que tal condição é mais freqüente nos segmentos sociais mais desfavorecidos e que concentra agravos à saúde da mãe e do recém-nascido.

6. Comparativamente a outros países da América Latina, o Brasil tem obtido um dos melhores resultados em termos de expansão do acesso de gestantes à atenção pré-natal, o que pode também ser considerado um ganho caudatário da ESF.

Além da ESF, outra importante política do Governo Federal tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida e, em particular, para a redução da desnutrição infantil no país, o Programa Bolsa Família (PBF). Segundo o IPEA, tal programa tem aliviado as condições de extrema pobreza no Brasil, reduzindo, assim, a desnutrição infantil, sobretudo, nas regiões mais pobres. Seus efeitos benéficos têm sido potencializados pelo incremento da cobertura da ESF, uma vez que as respectivas equipes são responsáveis pelo acompanhamento das condicionalidades relativas à saúde impostas pelo PBF.

Informativo Eletrônico do Conselho Nacional de Saúde – ano 06 – Brasília, 28 de setembro de 2009

O Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, concedeu entrevista ao jornal Tribuna do Norte neste último domingo (27). Em debate, o Sistema Único de Saúde (SUS), seus principais problemas e desafios.

Veja abaixo o texto na íntegra.

Francisco Júnior: “O problema do SUS não é só dinheiro”

Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior
Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior

O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior, não tem meias palavras. Para o potiguar de Pau dos Ferros que dirige uma das principais entidades de saúde do país, o Sistema Único de Saúde vive uma crise que inviabiliza o atendimento à população nos quatro cantos do Brasil. Numa conversa franca com a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, Francisco Júnior falou sobre os problemas na saúde pública do Rio Grande do Norte, das interferências da iniciativa privada no sistema público e nas carências do sistema. “O problema do SUS não é só de financiamento. É uma ilusão achar que apenas com mais dinheiro iremos resolver os problemas da saúde no Brasil”, diz Júnior.

Quais as principais preocupações do Conselho Nacional de Saúde neste momento?

Uma das questões é a regulamentação da Emenda 29. Em 1990, nós conseguimos aprovar uma emenda constitucional que estabeleceu o piso mínimo dos municípios, de 15%, o piso mínimo dos Estados, de 12%, mas não estabeleceu o piso do Governo Federal, o que foi um problema. E também não regulamentou o que deve ser reconhecido como investimento em saúde e nem regulamentou uma fiscalização mais efetiva do seu próprio cumprimento. Então, a regulamentação que nós tentamos fazer desde 2001 é justamente para equacionar isso aí.

O senhor acha que o governo federal investe pouco em saúde?

Investe sim, muito pouco. Nós temos um sistema de saúde que não existe igual na América do Sul. Você não tem um sistema universal, que atenda a todo mundo, e não tem um sistema integral, que tenha praticamente todos os procedimentos. Mesmo com um sistema como esse, nós investimos menos que a Argentina, menos que o Chile, proporcionalmente para cada cidadão. Quanto aos países de primeiro mundo, nem se compara. A Inglaterra investe cinco vezes mais. Os Estados Unidos investem 20 vezes mais. Mas aqui tem um ponto interessante. O fato de você investir uma soma vultuosa não significa necessariamente que você vá ter uma sistema impecável. Os Estados Unidos são um dos países que mais investem em saúde e lá existem 50 milhões de excluídos. O problema não é só ter dinheiro. Dinheiro é um dos problemas, mas temos outros leques de problemas que se nós não resolvermos podem colocar o dinheiro todo do mundo que não melhora.

Alguns dos problemas desses países são parecidos com os nossos?

Sim. O nosso modelo é bastante parecido com o norte-americano. Lá é tudo privatizado. Também não tem uma rede de saúde preventiva, com prevenção de doenças e cuidados com a saúde de uma forma mais ampla. Em último lugar, eles trabalham prioritariamente com a alta especialização, outra característica comum. Então, num sistema de alta especialização, que não tenham ações intersetoriais, que é eminentemente privado, o resultado é a exclusão.

Se a falta de dinheiro não é o único problema, quais os outros problemas do SUS?

São 20 anos de SUS. E por isso estamos propondo, no Conselho Nacional de Saúde, um grande debate para discutir esses problemas. Vamos discutir esses assuntos numa grande caravana nacional, que irá mobilizar a sociedade, os poderes, a mídia, etc. Porque as pessoas, os jornalistas, sempre me perguntam: qual o principal problema? Para mim, o principal problema é a impunidade. Porque se o problema da impunidade fosse resolvido, se as pessoas que obstruem o sistema fossem punidas, os outros problemas estruturais não existiriam. Então, nós aprovamos um texto com um diagnóstico e vamos percorrer o país a partir dessa chave-mestra.

Que diagnóstico vocês fizeram?

Eu cheguei a pensar que esse diagnóstico que nós fizemos em Brasília pudesse não se adequar a uma ou outra região do país, mas percebi que é um diagnóstico que se adequa a todos os Estados do país. Então, a primeira coisa que temos é que o problema do SUS não é só dinheiro. Segundo é que o SUS vive uma grande crise de gestão, que, na minha visão, não será resolvida entregando a gestão para entidades de direito privado como o Ministério da Saúde tem feito. Mas é claro que por trás dessa crise de gestão existem interesses muito claros. Eu nunca vi ninguém por exemplo dizer que é contra a emenda 29, que vai aumentar o valor gasto pelo Governo Federal com saúde. Nunca vi ninguém. Contudo, já são nove anos que essa emenda espera por votação. Então tem gente muito poderosa que é contra a emenda 29, que quer que o SUS patine cada vez mais. Quem são essas pessoas? Os donos de hospitais privados, planos de saúde, pessoas que exploram esse mercado.

A questão é a influência de grupos privados?

Claro. O problema é que a administração pública no Brasil sempre foi patrimonialista. O poder público sempre foi dominado por grupos organizados. Então, quer ver a coisa pública funcionar? Vamos profissionalizar a gestão, vamos retirar a influência política nessa gestão. É preciso fazer valer a constituição, quando diz que até os cargos de direção tem que ser um servidor de carreira, do próprio órgão, com curso de gestão.

O modelo de atenção à saúde do SUS também é uma questão?

Sim. Quando nós criamos o SUS, e eu participei desse debate, foi deixado bem claro que para esse sistema ter êxito, seria necessário uma gestão profissional e um modelo de atenção à saúde e não um modelo para tratar a doença. Nós temos um sistema de vacinação que é exemplo para todo o mundo, é verdade, mas ainda sofremos muito com a falta de prevenção. A população brasileira, de maneira geral, continua achando que saúde é ser atendido num pronto-atendimento por um médico quando houver uma doença. Está errado porque saúde é uma coisa mais ampla. E o Ministério da Saúde não tem feito nada contra isso. O Governo Lula significou um avanço em vários pontos, mas é preciso admitir que na área da saúde não se avançou quase nada. Tivemos alguns avanços, é verdade, mas bem pequenos. Se eu fosse dar uma sugestão ao Ministério, seria fazer uma grande campanha pelo país pela medicina preventiva, para diagnosticar preventivamente e iniciar uma nova cultura de saúde. O Brasil é um dos países com maior nível de acidente vascular cerebral, transplante cardíaco, ataque do coração, etc, tudo por conta de diabetes e hipertensão. E as pessoas só sabem que estão com essas doenças quando tem uma crise grave. Então, esse não é o modelo que o SUS preconiza. E o Governo pecou quando não tentou modificar essa questão.

E a questão dos médicos?

Também há uma crise na gestão do trabalho. Eu estive conversando com o secretário de saúde de Boa Vista, em Roraima, que me disse: “Júnior, eu estou oferecendo R$ 22 mil para um cardiologista e não tem quem queira ir”. E eles não vão nunca mesmo. A mesma coisa a governadora Wilma de Faria me disse uma vez: “Júnior, eu pago R$ 1,5 mil por plantão para um neurocirurgião do Walfredo e eles ainda botam dificuldade”. Eu respondi: Governadora, o Estado está pagando, ao mesmo neurocirurgião, de R$ 5 mil a R$ 10 mil por um único procedimento lá na Clineuro, aqui em Natal. Aí os casos chegam ao Walfredo Gurgel, o paciente é estabilizado e ficam ali à espera do momento certo de ir para um hospital privado. Eu continuei: Governadora, se nós formos ao Walfredo Gurgel agora mesmo, vamos ver uma fila de pelo menos dez pessoas com politrauma para cirurgia e duas salas prontas, com profissionais disponíveis que não fazem a cirurgia com o argumento de que o Walfredo não faz cirurgia eletiva. Onde é que está escrito isso? Por que o Walfredo Gurgel não faz também? Porque ficam esperando para mandar o paciente para uma clínica particular. Enquanto não fecharem a torneira desse câncer que drena o SUS, nada vai ser resolvido. Há dez anos , eu ai ao Centro Clínico da Ribeira, à Policlínica do Alecrim, e tinham quase todas as especialidades disponíveis. Por que a saúde pública foi continuamente sucateada? Para atender à demanda de grupos privados.

Há uma incompatibilidade entre o público e o privado na saúde?

Há uma crise da relação entre público e privado no SUS. A Constituição é muito clara. O público é o principal e o privado complementa no que o público não puder, provisoriamente, oferecer. Mas não é isso que acontece. Em Natal, por exemplo, quase a totalidade dos procedimentos de alta complexidade não funcionam sem a iniciativa privada. Em grande parte, os gestores são prisioneiros desse sistema privado. Eu, particularmente, tento ter muito cuidado ao criticar um gestor, porque sei que qualquer gestor que esteja disponível e bem intencionado para resolver os problemas da saúde terá problemas sérios.

Sexual Abuse Strongly Linked to Suicidal Behavior

Extraído de : http://www.medscape.com/viewarticle/709392?sssdmh=dm1.533686&src=nldne&uac=5752BN

Caroline Cassels

September 23, 2009 — Sexual abuse is a significant precursor for suicidal behavior, particularly among women, new research suggests.

A randomized cross-sectional survey of the British population shows that a history of sexual abuse is strongly associated with suicide attempts and suicidal intent and that although the association is higher for women than men, it is substantial for both groups, with odds ratios of 9.6 and 6.7, respectively.

Led by Paul E. Bebbington, PhD, FRCP, FRCPsych, investigators at University College London, United Kingdom, note that based on these findings, the absence of sexual abuse would mean the rate of suicide attempts during a lifetime would drop by 28% in women and by 7% in men.

The study was published online September 1 and will appear in the October print issue of the American Journal of Psychiatry.

Similar Pattern of Suicidal Intent

According to the study, sexual abuse and suicide are more common in women, which led researchers to test the hypothesis that sexual abuse may contribute to suicide risk in females.

Using data from the 2000 British National Survey of Psychiatric Morbidity, the investigators interviewed 8580 randomly selected volunteers aged 16 to 74 years of both sexes from individual households in Great Britain.

Interviewers gathered data on sociodemographics, general health, and intellectual functioning and common mental health problems. Participants were asked specifically about previous suicide attempts. Study subjects were also asked about victimization, which included a question about sexual abuse.

The researchers used the Clinical Interview Schedule–Revised to determine affective disturbance at the time of the interview and found it was a mediator of the relationship between childhood sexual abuse and suicidal behavior.

The study’s primary analysis was based on lifetime history of suicide attempt. Secondary outcomes also included analyses of suicidal intent.

Among the respondents, 430 (4.5%) reported at least 1 suicide attempt during the course of their lives, and 50 (0.5%) subjects reported at least 1 suicide attempt in the past year.

The authors note that although women were significantly more likely than men to admit to lifetime suicide attempts, the frequency during the past year was the same between the sexes.

The investigators found a similar pattern for lifetime suicidal intent: 12% of men vs 17% of women, which is a significant difference. However, they report there were no differences between the 2 groups in suicidal intent during the past week or the past year.

Consider Sexual Abuse

Sexual abuse was reported by 3.5% of the study population and was more common in women (5.2%) than men (1.6%). However, say the authors, it is not clear whether these rates are a true reflection of the prevalence of sexual abuse among men and women or whether it is confounded by the fact that men may be less likely to report sexual abuse.

When investigators repeated the analyses using suicidal intent in the past week, in the past year, and during the life course, the results were similar — sexual abuse was strongly related to suicidal intent in all time frames, as it was to suicide attempts.

The authors also report that the Clinical Interview Schedule–Revised total score was strongly associated with both suicide attempts and sexual abuse.

“The implication is that affect strongly mediated the link between sexual abuse and suicidal phenomena. Sexual abuse probably has a tonic effect on increasing dysphoric mood such that sexually abused persons require less deterioration in their affect to place them in danger for suicidality,” the investigators write.

They add that when faced with suicidal patients, clinicians should consider the possibility of sexual abuse, which requires focused treatment.

Need for Increased Awareness

In an accompanying editorial, Mindy Thompson Fullilove, MD, a research psychiatrist at New York State Psychiatric Institute and professor of clinical psychiatry and public health at Columbia University, New York City, says one of the study’s strengths is in its population-based design.

“A growing body of the evidence from population-based studies is providing a much more reliable estimate of the health problems posed by this trauma of childhood. An interesting feature of this and other large studies is that they are documenting constellations of negative outcomes. In this study, the connections among childhood sexual abuse, gender, affective disturbance and suicide attempt/intent draw our attention to a web of interconnections,” Dr. Fullilove writes.

Dr. Fullilove applauds the authors’ recommendation that patients with suicidal behaviors be screened for sexual abuse but also notes that previous research has shown that detection of trauma does not always mean this information is incorporated into treatment plans.

One major barrier, writes Dr. Fullilove, is a paucity of well-established treatments. Nevertheless, she says, this and other potential barriers are not reasons not to act and highlight the need for greater public awareness of child sexual abuse and its long-term sequelae.

The authors have disclosed no relevant financial relationships.

Am J Psychiatry. Published online September 1, 2009. Abstract Am J Psychiatry. 2009;166:1090–1092.

http://www.elmedicointeractivo.com/noticias_ext.php?idreg=21964

Descienden los casos de infarto en las comunidades con leyes antitabaco

Redacción

Además, según las estadísticas actualizadas de 2009 de la Asociación Americana de Enfermedad Cardiaca e Ictus, los no fumadores expuestos al humo del tabaco en el hogar o en el trabajo tienen entre un 25 y un 30 por ciento mayor riesgo de desarrollar enfermedad cardiaca

Madrid (24-9-09).- Los infartos de miocardio han disminuido hasta un 36 por ciento en comunidades de los Estados Unidos y Europa en las que se prohibió el consumo de tabaco en lugares públicos en comparación con otras en las que no existen tales restricciones, según un estudio de la Universidad de California en San Francisco (Estados Unidos). Los investigadores, que publican su trabajo en la revista Circulation: Journal of the American Heart Association, señalan que el número de infartos continúa descendiendo con el paso del tiempo.

El trabajo es un meta-análisis de 13 estudios en los que los investigadores examinaron los cambios en las tasas de insuficiencia cardiaca después de que se establecieran prohibiciones de fumar en lugares públicos en comunidades de Estados Unidos, Canadá y Europa.

Los investigadores descubrieron que esas tasas comenzaron a descender inmediatamente después de la implantación de las leyes, alcanzando el 17 por ciento tras un año y continuando su descenso hasta el 36 por ciento a los tres años de ponerse en marcha.

Según explica James M. Lightwood, coautor del estudio, “aunque no esperamos que los índices de infarto lleguen a cero, estos descubrimientos nos proporcionan evidencias de que a corto y medio plazo las prohibiciones de fumar evitarán gran cantidad de infartos de miocardio. Los estudios sobre esta materia tienen ahora periodos de seguimiento suficientemente largos para que podamos ver la amplitud del efecto”.

Lightwood también apunta que el efecto en la comunidad es consistente con los posibles escenarios individuales de riesgo y exposición. Como el mayor riesgo encontrado en los datos estadísticos de 2009 de desarrollar enfermedad cardiaca los no fumadores expuestos al humo del ambiente en el hogar o el trabajo

“Este estudio se añade a las ya fuertes evidencias de que el humo ambiental causa ataques cardiacos y que aprobar leyes para evitar por completo el tabaquismo en los centros de trabajo y los lugares públicos es algo que podemos hacer para proteger al público. Ahora sabemos más sobre cómo predecir lo que pasará si se impone una ley antitabaco”, concluye Lightwood.

Rodrigo Martins Do UOL Notícias

Leia no http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/09/08/ult5772u5204.jhtm

Em São Paulo Ex-ministro da Saúde, o cardiologista acreano Adib Jatene, diretor do Hospital do Coração (HCor), tem sustentado há tempos a necessidade de se aumentar os investimentos públicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, as cenas de horror e os recorrentes problemas no atendimento dos hospitais estatais não derivam de problemas de gestão, e sim da crônica falta de recursos para a assistência médica gratuita. Considerado o pai da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), ele lutou pela aprovação do tributo em 1996, quando administrava a pasta da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso. *

Marisa Cauduro/Folha Imagem Adib Jatene, 80 anos, foi secretário de Saúde do município de São Paulo e duas vezes ministro da Saúde, durante o governo Collor e na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Também foi um dos fundadores do Instituto do Coração, ligado à Universidade de São Paulo. Atualmente, é membro da Academia Nacional de Medicina e diretor-geral do Hospital do Coração (HCor). Além disso, preside a comissão de cursos de Medicina do Ministério da Educação, responsável por supervisionar a qualidade das graduações desta área no país Coerente com sua trajetória, o médico continua defendendo a criação de um tributo que vincule recursos para a saúde, razão pela qual cerra fileiras em defesa da Contribuição Social para a Saúde (CSS), proposta do governo Lula para ressuscitar a CPMF, com a cobrança de uma pequena porcentagem sobre as transações bancárias de empresas e pessoas físicas, objetivando a criação de um fundo para a saúde.

“Com os recursos de que dispõe hoje, é impossível o setor público oferecer uma assistência melhor às pessoas”, avalia Jatene. “O ministro José Gomes Temporão está pedindo R$ 10 bilhões a mais. É pouco. Ele precisa de, no mínimo, mais R$ 50 bilhões. Com ou sem a nova CPMF, ele continuará com o pires da mão”, conclui. Confira, a seguir, a entrevista que o médico concedeu ao UOL Notícias.

UOL Notícias: Por que o senhor defende a criação de um tributo para a saúde e a que atribui toda a mobilização pelo fim da CPMF?

Adib Jatene: A mobilização contra a CPMF surgiu da aversão aos impostos do setor mais diferenciado da sociedade. Os mais ricos resistem em assumir que são responsáveis por suprir necessidades da população de baixa renda. Há tempos a saúde pública precisa de mais recursos, especialmente após a ampliação da assistência a partir da Constituição de 1988. Mas, no momento em que se universalizou o acesso à saúde, simultaneamente, a Previdência Social se retirou do financiamento da assistência médica, causando um déficit para a saúde que até hoje não foi resolvido.

UOL Notícias: Isso porque, antes da Constituição de 1988, só tinha acesso à saúde pública quem tinha emprego formal e contribuía para a Previdência…

Adib Jatene: Sim, e eu já disse inúmeras vezes que os representantes regionais do extinto Inamps [Instituto Nacional Assistência Médica da Previdência Social] tinham mais poder que os secretários estaduais da saúde. Naquela época, uma grande parcela da população eram os indigentes, que não tinham direito a nada. E indigente era qualquer cidadão que não tinha emprego formal nem condições de pagar um hospital particular. No momento que universalizamos o atendimento, houve simultaneamente a crise da Previdência Social. O número de aposentados cresceu muito, até por conta da inclusão dos trabalhadores rurais no regime de aposentadorias. A Previdência chegou à conclusão de que não podia mais oferecer recursos para a saúde. O Inamps passou para o guarda-chuva do Ministério da Saúde e foram retirados todos os recursos da Previdência. Isso representou um rombo de mais de 50% no orçamento federal para a saúde. É isso que vem se tentando corrigir sem sucesso.

UOL Notícias: O senhor acha que a CPMF era um bom tributo?

Adib Jatene: Não estou discutindo se o tributo é bom ou ruim. Ofereçam-me outro tributo que seja melhor ou recursos de outra fonte. Houve oposição cerrada à CPMF porque ninguém queria pagar. Extinguiram-se R$ 40 bilhões, recursos que eram utilizados pelo governo. Você acha que, com as demandas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e de uma série de outras ações do governo, eles vão tirar recursos de outras áreas para dar para a saúde? Um país democrático tem que entender que o governo não gera recursos. Ele arrecada da atividade privada. Todo o dinheiro que governo tem sai das empresas, das pessoas. Se o governo passasse a imprimir dinheiro, criaria inflação. Em vez disso, ele cobra de quem pode pagar. Mas quem mais pode pagar é quem mais reclama de que paga muito.

UOL Notícias: A carga tributária não é elevada demais para o retorno social oferecido pelo governo?

Adib Jatene: Isso é uma falácia. Da carga tributária, é preciso retirar os recursos da Previdência Social, que não pertencem ao governo. Esses recursos são dos aposentados. Há 30 milhões de brasileiros recebendo aposentadoria. Isso não é benefício social. Tem países, como a China, nos quais o trabalhador não tem nenhum direito. Tem países em que a previdência é privada. No Brasil, ajustou-se um sistema, desde a época do presidente Getúlio Vargas, no qual seria retirada uma contribuição dos trabalhadores e dos empregadores, um recurso com destinação certa: o pagamento das pensões e aposentadorias. Isso tem que ser retirado da carga tributária, porque não pertence ao governo. Mesmo sem poder, o governo já fez isso no passado, quando havia um número reduzido de aposentados. Até para a construção da hidrelétrica de Itaipu foi usado dinheiro dos aposentados. Os grandes hospitais do Rio de Janeiro foram construídos todos com recursos da Previdência Social. Leia mais * “Recriar a CPMF não traz garantia de mais dinheiro para a saúde”, diz Raul Velloso * Temporão apela a Alencar em pressão por Emenda 29 * PT volta a afirmar que defesa da CSS depende da mobilização da sociedade * Governo espera “mobilização” nacional para aprovar a nova CPMF * Governo conta com governadores e prefeitos para aprovar nova CPMF * Criação da CSS divide opiniões; lideranças da saúde defendem tributo * Temporão e lideranças na área de saúde fazem ato pela aprovação da CSS na Câmara

UOL Notícias: Qual é o tamanho da carga tributária brasileira se tirarmos da conta a Seguridade Social?

Adib Jatene: Se contar apenas os recursos que o governo pode utilizar, a carga tributária gira em torno de 25%. Se considerarmos um pouco de sonegação, um pouco menos do que isso. É por isso que vemos uma exuberância de determinados setores e uma pobreza enorme nos outros setores. Vá na avenida Berrini [zona sul da capital paulista] e veja toda aquela opulência, difícil de se encontrar em outros lugares do mundo. Mas ao lado vemos favelas, hospitais sem leito. É a assimetria característica do Brasil. O setor que conseguiu criar recursos, se desenvolver, quer crescer cada vez mais. E o setor que não tem recursos fica cada vez em maior dificuldade.

UOL Notícias: A elite brasileira é incapaz de estender a mão?

Adib Jatene: Esse é o problema. A elite financeira, a elite política, a elite intelectual… vive somente entre a elite. E quem se dispõe a ajudar os mais pobres e ir atrás dos recursos é combatido. O que o ministro José Gomes Temporão [Saúde] está fazendo é uma situação de desespero. Ele vê que pode fazer mais. Vê que tem uma parcela da população que tem tudo, da melhor forma que se faz no mundo. Mas ele não ignora que uma grande parcela da população não possui o mínimo para sobreviver. Ele vai buscar alguma coisa no orçamento e não consegue. Aí ele vem e propõe: “Eu preciso de R$ 10 bilhões a mais”. É pouco. Ele precisa de, no mínimo, R$ 50 bilhões a mais. Mas as pessoas que podem oferecer isso sem nenhuma dificuldade, incluem qualquer novo tributo na sua planilha de custos, repassa o valor ao consumidor final e reclama.

UOL Notícias: Há quem diga que o problema da saúde, a exemplo da administração pública em geral, não é de falta de recursos, mas de gestão. O senhor concorda com isso?

Adib Jatene: Se há problema de gestão na administração pública, temos que falar com o ministro do Planejamento, o ministro da Fazenda. Se há alguma irregularidade na distribuição de recursos, nas licitações, no superfaturamento de obras, que eu ouço falar muito, é com eles que devemos falar, para apurar se houve desperdício de recursos públicos. Mas precisamos ver se na saúde pública há desperdício. Eu acho que não. Porque, na saúde, paga-se por serviços prestados. Quando fui ministro, combati fortemente as irregularidades e fraudes. Hoje, não sei se você notou, ninguém fala mais em irregularidades na saúde. Falam em falta de leito, em exame que demora, em falta de atendimento. Mas fraude eu não ouço mais falar.

UOL Notícias: Houve alguns episódios, como as denúncias da máfia das ambulâncias, da máfia dos sanguessugas, na compra de hemoderivados…

Adib Jatene: Isso ocorre em licitações. É crime e temos de punir os responsáveis. Mas, no pagamento das ações de saúde, ela é feita em relação a serviços já prestados. E como o volume de recursos é limitado, em cada Estado e município, há teto de pagamento para as instituições. Se um hospital atende acima do teto, o governo não paga. O hospital Beneficência Portuguesa atende pelo Sistema Único de Saúde. Cerca de 60% do atendimento é pela assistência pública. Mas o hospital recebe só 38%. O resto ele próprio precisa arcar. Vai entrevistar o Rubens Ermírio de Moraes, que é o atual presidente do hospital. Ele provavelmente dirá: “Ok, vocês não podem pagar mais do que 40% da minha capacidade, deixa eu atender o restante pelos planos de saúde, para que eu possa equilibrar minhas contas”. Mas não, ele tem de atender a todos e arcar com a diferença. O Hospital das Clínicas também tem um teto. Se ele atende acima do teto, o governo não paga. É justo? É claro que não é justo. E o Ministério da Saúde não paga mais porque não tem dinheiro.

UOL Notícias: O senhor acredita que esse novo tributo será aprovado, a despeito de toda a pressão dos industriais contrários ao aumento da carga tributária?

Adib Jatene: O ministro da Saúde fez o seu papel. Porque ele tem a responsabilidade de dizer que estão faltando recursos, que ele não consegue obter mais verba dentro orçamento. Ele propôs uma alternativa. Se negarem os recursos, não foi por omissão dele. Antes de extinguir a CPMF, havia o compromisso do governo de repor ao menos R$ 25 bilhões para a Saúde. E não foi reposto. O ministro está pedindo R$ 10 bilhões, que representa 0,1% da movimentação financeira. O sujeito que movimenta R$ 1.000, vai pagar R$ 1. Quem movimenta R$ 100 mil por mês, vai gastar R$ 100. Ora, quem está nessa faixa de renda gasta muito mais que R$ 100 num almoço com a mulher no fim de semana. Mas ele não quer oferecer esse recurso. Então não venham acusar o ministro de não pelejar por uma saúde melhor.

UOL Notícias: Quando o senhor foi ministro, também teve de ficar com o pires na mão?

Adib Jatene: Sim. Eu vou dar um exemplo da diferença entre vinculação de recursos e a partilha do orçamento. Recentemente, as três universidades públicas paulistas (USP, Unicamp e Unesp) fizeram um balanço da vinculação de recursos. Até 1989, todas as greves nas universidades iam estourar no gabinete do governador. Nessa época, José Aristodemo Pinotti, que havia sido reitor da Unicamp, era secretário de Saúde do governador Orestes Quércia. Então, ele sugeriu ao Quércia vincular recursos para as três universidades. Estabeleceu-se 9,17% da arrecadação do ICMS. A USP ficou com 4,47% do ICMS. Nesta época, o orçamento da USP era exatamente igual ao do Hospital das Clínicas, cerca de US$ 300 milhões. A USP continuou com a sua parcela do ICMS, aumentou só um pouquinho a porcentagem, nada demais. E o Hospital das Clínicas ficou na disputa do orçamento ano a ano. Passados 20 anos, o orçamento da USP era mais que o dobro do orçamento do hospital. UOL Notícias: Por que é tão difícil garantir recursos para a saúde na partilha do orçamento? Adib Jatene: É um investimento que não tem retorno político. Sempre terá quem reclame, quem diga que precisava fazer mais. Mas se você faz uma grande obra, uma ponte estaiada, isso fica como realização do governo.

UOL Notícias: Pode construir um hospital, mas depois herdará as contas para mantê-lo funcionando…

Adib Jatene: Depois de inaugurado, você passa a gastar o dobro. Todo ano. O custo de manutenção anual costuma ser o dobro do investimento na construção. Se construir uma grande rede de hospitais, pode consumir todo o orçamento. Qual é a estratégia? Não faça. Eu tenho a prova aqui [diz, ao mostrar um mapa da cidade de São Paulo debaixo do tampo de vidro de sua mesa, na diretoria do HCor]. Temos 4 milhões de habitantes na cidade de São Paulo que moram em bairros sem nenhum leito hospitalar. Além disso, outros 4 milhões vivem em bairros com 1,2 leitos por mil habitantes, quando o mínimo aceitável seria 2,5 leitos. Enquanto isso, nós temos 1,8 milhão de pessoas vivendo em áreas que têm uma média de 13 leitos por mil habitantes, aí incluídos bairros como Jardim Paulista, Morumbi, Bela Vista. O descompasso é enorme, mesmo na cidade mais rica do país. O ministro da Saúde está no caminho certo, mas está pedindo pouco. Deveríamos caminhar para os 30% do orçamento da Seguridade, que daria algo em torno de R$ 120 bilhões.

UOL Notícias: Ao propor novos impostos, ele não sairá desgastado?

Adib Jatene: Quem tem dinheiro tem condições de mobilizar a imprensa, fazer propaganda para dizer que a população está sendo prejudicada, que o beneficiário é o prejudicado pela CPMF. Não existe opinião pública. O que existe é opinião publicada que forma a opinião pública. Só ganha eleição quem tem bom marqueteiro e quem tem dinheiro para financiar o marketing. Se os industriais fazem oposição à medida, o ministro da Saúde vai ter apoio de quem? Do centro de saúde da periferia? Bom, ele está fazendo seu papel, está indo para o Congresso pedir mais recursos… Raimundo Pacco/Folha Imagem O ministro está pedindo R$ 10 bilhões, que representa 0,1% da movimentação financeira. O sujeito que movimenta R$ 1.000, vai pagar R$ 1. Quem movimenta R$ 100 mil por mês, vai gastar R$ 100. Ora, quem está nessa faixa de renda gasta muito mais que R$ 100 num almoço no fim de semana. Mas ele não quer oferecer esse recurso

UOL Notícias: E quando o ministro deixará de sair com um pires na mão, para reivindicar mais recursos para a Saúde?

Adib Jatene: Nunca. Com ou sem a nova CPMF, ele continuará de pires na mão, porque precisa de mais recursos para fazer um bom trabalho. Por isso que, quando brincaram comigo há um tempo atrás, perguntando se eu aceitaria voltar a ser ministro da Saúde, eu disse que não. Que só aceitaria ser ministro da Fazenda, porque aí eu realmente teria como interferir na aplicação do dinheiro público.

UOL Notícias: E nunca te convidaram para este posto?

Adib Jatene: Não… [risos]

UOL Notícias: Por que não foi possível corrigir o problema da falta de recursos após 20 anos de Sistema Único de Saúde? Adib Jatene: A discussão gira em torno de duas opções. Disputar a partilha do orçamento federal ou ter recursos vinculados para a assistência médica. Disputar a partilha do orçamento é sempre desfavorável, porque a saúde precisa competir com os investimentos de infraestrutura, de áreas mais prestigiadas no governo. É por isso que insistimos que num setor como a saúde deve-se ter recursos vinculados. Eu lutei por isso. O ministro José Serra [hoje governador de São Paulo] lutou por isso. Eu consegui a CPMF, mas ela foi esvaziada. Porque, no momento em que os recursos da CPMF começaram a ingressar, a área econômica do governo passou a retirar, das fontes que o Ministério da Saúde já tinha, um valor superior ao da CPMF.

UOL Notícias: Isso por intermédio da Desvinculação das Receitas da União?

Adib Jatene: A desvinculação era um item. A CPMF, que deveria ser um recurso a mais, passou a ser substitutivo. Passou a substituir os recursos que foram retirados da Saúde. O problema todo foi esse. O orçamento deveria crescer. Mas isso não aconteceu, porque reduziram os recursos na outra ponta, pelo orçamento.

UOL Notícias: E os recursos foram retirados para fazer o quê?

Adib Jatene: Eu não sei. Para atender as outras necessidades do governo. Eu não discuto as outras necessidades. O que eu discuto é que, constitucionalmente, se ofereceu um sistema público de saúde para atender toda a população. E os parlamentares estabeleceram, nas disposições transitórias da Constituição, que 30% do orçamento da Seguridade Social deveria ser destinado à Saúde.

UOL Notícias: O que daria hoje algo em torno de quanto? Adib Jatene: No ano passado, o orçamento da Seguridade deu algo em torno de R$ 430 bilhões. Trinta por cento daria R$ 129 bilhões. Mas o orçamento da Saúde ficou em pouco mais de R$ 50 bilhões. Esse descompasso deixou a saúde numa posição muito desconfortável. O setor privado dispõe de quase R$ 2.000,00 per capita ao ano. O sistema público tem R$ 650 per capita ao ano. Só que o setor privado trabalha apenas na assistência médica hospitalar e ambulatorial. Enquanto a saúde pública, além da assistência médica, trabalha na vigilância epidemiológica, na vigilância sanitária, nas imunizações, numa série de ações que o setor privado não faz.

UOL Notícias: É isso o que explica a diferença na qualidade de atendimento entre um hospital público e um privado?

Adib Jatene: Com os recursos de que dispõe, é impossível o setor público ter um nível de assistência mais diferenciado. Os profissionais da saúde têm lutado há muito tempo para conseguir recursos. O ministro da Saúde não consegue na partilha do orçamento mais do que ele já tem. Mas ele precisa de mais recursos. Ele tenta fazer alguma coisa que já foi feita no passado para garantir mais recursos.

UOL Notícias: Um novo tributo, à imagem e semelhança da CPMF…

Adib Jatene: Por que não? A CPMF não causou nenhum prejuízo. Tanto que, quando ela foi extinta, não houve nenhum impacto para a sociedade. Não baixou preço de nada, não houve nenhum impacto, nem para as empresas nem para o povo. UOL Notícias: Porque a Previdência se retirou da saúde? Adib Jatene: O número de aposentados cresceu. Hoje, cerca de 30 milhões de brasileiros vivem com recursos da Previdência. Paga-se pouco, mas dá para o sujeito viver. Então, como ainda dizem que a população não tem nenhum benefício? Quer comparar o nosso sistema de saúde com o da França ou Canadá? Eles gastam US$ 2.500 per capita. Isso dá quase R$ 5.000,00 per capita. Nós dispomos de apenas R$ 650 reais per capita. É desonesto fazer esse tipo de comparação. As pessoas se esquecem da evolução dos países. Os países da Europa ocidental se desenvolveram com a Revolução Industrial. Naquele período, houve uma grande migração das pessoas para as cidades. Só que os trabalhadores não tinham nenhum direito. Trabalhavam 16 horas por dia, inclusive crianças. O que aconteceu? Surgiu Karl Marx, que escreveu uma doutrina sobre a exploração do trabalhador pelo capital. Mas eles passaram por isso 200 anos antes. E, nessa época, esses países tinham colônias. Eles drenavam a riqueza do resto do mundo. As grandes cidades da Europa foram construídas no século 19. É uma história absolutamente distinta da nossa. A China, hoje, tem um grande desenvolvimento econômico, mas não dá nada para o trabalhador. E todo mundo acha formidável a China. No Brasil, pelo menos, o trabalhador tem aposentadoria. Jean Ayissi/AFP Quer comparar o nosso sistema de saúde com o da França ou Canadá? Eles gastam US$ 2.500 per capita. Nós dispomos de R$ 650

UOL Notícias: Quer dizer que o Brasil optou por um modelo de desenvolvimento mais humano?

Adib Jatene: A sociedade brasileira decidiu garantir ao menos a previdência e a saúde, e se engrandece com essa escolha. Está cuidando daqueles que podem menos e dando as mínimas condições de sobrevivência. Mas o setor da saúde não tem o mínimo de recursos para dar assistência à toda população. Como o Brasil não tem o volume de recursos suficientes para fazer o saneamento, o transporte, a segurança, a habitação. O Brasil ainda é um país pobre, que se industrializou muito recentemente. Nós temos de correr atrás do prejuízo. Mas houve um setor da nossa sociedade que se desenvolveu, que vive hoje como se estivesse num país de US$ 40 mil de renda per capita. É este setor que tem grande compromisso de corrigir as desigualdades.

UOL Notícias: E não cumpre esse compromisso?

Adib Jatene: Resiste. Eu digo sempre que no Brasil existe a sonegação ilegal, que é crime, precisa ser apurado, e a sonegação legal.

UOL Notícias: O que seria a sonegação legal?

Adib Jatene: São itens na legislação que permitem ao sujeito não pagar impostos. O nosso setor de exportação, por exemplo, não paga nada. Quantos bilhões ele movimenta? Não importa, o setor não paga nada. Então, se diz: “Não podemos exportar impostos”. Ok. Mas como é que vou atender tantas pessoas nos hospitais. Dizia-se que a CPMF era um imposto ruim, com efeito em cascata, que afetava no preço do pãozinho, do café, do feijão… Era de se esperar que, com a retirada da CPMF, desmontasse a cascata e isso resultasse numa redução de preços. Passado um ano, eu pergunto: Aconteceu? Nada, absolutamente nada, eram argumentos falsos.

UOL Notícias: Os defensores da CPMF também costumam ressaltar seu papel na prevenção da sonegação de impostos.

Adib Jatene: É verdade. Quando criaram a CPMF, a Receita Federal ficou proibida de cruzar as informações do tributo para verificar as declarações de imposto de renda. Foi preciso que o Everaldo Maciel [secretário da Receita Federal no governo Fernando Henrique Cardoso] demonstrasse que, dos cem maiores contribuintes da CPMF, 62 nunca haviam pago Imposto de Renda. Ele também demonstrou a existência de microempresas, que por definição não podem movimentar mais de R$ 100 mil por ano, movimentando R$ 100 milhões por ano. Então, se permitiu o cruzamento de dados. E a arrecadação cresceu absurdamente, só com o indicativo da sonegação propiciado pela CPMF.

UOL Notícias: Quanto o Sistema Único de Saúde paga por cada consulta?

Adib Jatene: Paga-se, em média, R$ 7. Na época do Inamps, pagava-se seis unidades de valor. Cada unidade correspondia a 1% do salário mínimo. O salário mínimo, hoje, é R$ 475. É só fazer as contas. Hoje, isso daria R$ 28,50, o mesmo que os planos de saúde pagam aos hospitais particulares. Algumas seguradoras pagam mais, a maioria gira em torno disso. Só que o SUS só paga R$ 7. E esse descompasso ocorre em todos os procedimentos. É uma situação insustentável. Fizemos o Programa Saúde da Família, para oferecer atendimento básico a toda a população. Alcançamos 100 milhões de pessoas. Falta quase a metade dos brasileiros. Por que não atendemos todo mundo? Falta dinheiro. Se eu quiser construir hoje um centro de saúde numa área com deficiência, o secretário do município pode me dizer: “Não faça, porque eu não tenho dinheiro para colocar o hospital em operação”.

UOL Notícias: O senhor disse certa vez que, pelo o que o SUS oferece, talvez ele seja o sistema de saúde mais bem gerido do mundo. Por quê?

Adib Jatene: Quando você trabalha com grande deficiência de recursos, você apura o seu desempenho. E ele vem sendo apurado. Vários hospitais de primeira linha foram buscar no SUS os seus gestores. Quem é o superintendente do prestigiado hospital Sírio Libanês? Gonçalo Vecina [ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e secretário da Saúde do município de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT)]. Quer dizer que ele era um péssimo gestor quando estava no sistema público e agora é bom? Nada disso. O Sírio Libanês, o Albert Einstein têm recursos para gerir bem. O SUS não tem recursos para gerir.

UOL Notícias: E o que consegue fazer com o pouco que tem?

Adib Jatene: Anualmente, o SUS interna 11 milhões de pessoas, faz 3 milhões de partos, 400 milhões de consultas. Nós erradicamos a poliomielite, o sarampo, a rubéola. Nós vacinamos mais do que qualquer país do mundo. Temos um programa de combate à Aids que é referência internacional. Fazemos hemodiálise para uma quantidade brutal de pessoas. Cirurgias complexas. Os transplantes de fígado feitos no Albert Einstein é o SUS que paga. Oncologia, medicamentos que os planos de saúde não cobrem… É um trabalho tão grande, que a população que pode deveria vir ajudar espontaneamente, e não obrigada por tributos.

Video auto explicativo sobre a “nova” epidemia gripal.

É interessante pois é um ponto vista diferente…

Ver link abaixo. Têm cerca de 10 minutos de video.

http://www.youtube.com/watch?v=qHUNzGL4DDU

Um abraço

André

Si bien ya estos datos habian sido publicados por Eurosurviellence, hoy lo dice el  British Medical Journal.

“…..Un estudio británico determinó que el oseltamivir, la droga genérica utilizada para atacar la gripe A, no es recomendable para tratar a los niños menores de 12 años.

Según publicó el British Medical Journal , un grupo de expertos de la Universidad de Oxford determinó que la prescripción rutinaria de medicamentos como el oseltamivir, o el zanamivir, no sería aconsejable, porque no existen pruebas claras de que prevengan las complicaciones de la enfermedad y, por el contrario, sus potenciales efectos secundarios podrían superar cualquier beneficio.

El estudio, que se basa en un análisis de los datos de ensayos comparativos de inhibidores de la neuraminidasa (enzima presente en el virus de la gripe) en los niños, sostiene que el oseltamivir puede causar vómitos, diarreas, deshidratación y hasta complicaciones neurosiquiátricas.

Realizado sobre 1766 niños de hasta 12 años, el estudio es anterior a la actual pandemia de gripe A, pero sugiere, no obstante, que el oseltamivir tiene poco o ningún efecto en las crisis de asma que pudiera afectar a un paciente o con el incremento de los síntomas gripales y en el aumento de las otitis.

El doctor Carl Henegan, médico generalista y experto del hospital John Radcliffe de Oxford, uno de los autores del estudio, considera que la actual política de prescribir oseltamivir para una enfermedad relativamente benigna es una ‘estrategia inadecuada’. Su colega, Matthew Thompson, también de la Universidad de Oxford, dijo que, si bien el estudio no se realizó en relación con la pandemia actual de gripe A, ‘no hay razón para pensar que las conclusiones no serían las mismas’.

El equipo de médicos británicos también llegó a la conclusión de que la prescripción masiva de oseltamivir, en algunos casos de manera preventiva, sólo reduce la transmisión en un modesto 8 por ciento.

Este estudio se conoce poco después de que un informe oficial de las autoridades sanitarias británicas señalara que el 53 por ciento de los niños de tres escuelas londinenses que habían sido tratados con oseltamivir como medida preventiva frente a la gripe A sufrieron uno o más efectos secundarios, principalmente náuseas y pesadillas.

Pesadillas

Ese estudio, elaborado por la Agencia de Protección de la Salud (HPA) del Reino Unido, analizó los datos correspondientes a 103 niños, a 85 de los cuales se les administró este fármaco por profilaxis después de que un compañero contrajera la gripe A. De estos 85 niños, 45 experimentaron uno o varios efectos secundarios; las náuseas fueron el más habitual, seguido de dolores de estómago, vómitos, calambres y problemas de sueño.

Casi un quinto (el 18 por ciento) de los que recibieron el tratamiento experimentó también efectos secundarios neuropsiquiátricos, tales como mala concentración, incapacidad para pensar con claridad, insomnio, mareos, confusión, pesadillas y comportamientos extraños, según definió la HPA.

‘Mientras la incidencia y la mortalidad de la actual pandemia siga siendo baja, una estrategia más conservadora podría considerarse prudente, dados los datos limitados, los efectos secundarios como el vómito y el potencial para desarrollar resistencia a la gripe’, concluyeron los expertos de la Universidad de Oxford.

Dudas y certezas

Protocolos . El estudio de los especialistas británicos llegó a la conclusión de que el suministro masivo de oseltamivir es contraproducente y recomiendan utilizar un protocolo más ‘conservador’ en caso de los niños menores de 12 años.

Efectos adversos . El oseltamivir puede provocar desde vómitos, náuseas, insomnio, vértigo, cefalea y dolor abdominal hasta, con menor frecuencia, diarrea, congestión nasal, tos, vértigo, convulsiones, dolor de garganta, mareos y fatiga.

Escasa prevención . El estudio realizado por los médicos británicos determinó, además, que el oseltamivir utilizado en forma preventiva tiene un escaso poder para frenar la transmisibilidad…..” la disminucion es de tan solo un 8%.

Matthew Shun-Shin, Matthew Thompson, Carl Heneghan, Rafael Perera, Anthony Harnden, David Mant

Neuraminidase inhibitors for treatment and prophylaxis of influenza in children: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials

BMJ 2009;339:b3172, doi: 10.1136/bmj.b3172 (Published 10 August 2009) Acceso al texto completo

Aspectos clinicos de la gripe Etiopatogenia y mecanismo de transmisión de la gripe

Los virus de la gripe se replican en el hombre en el epitelio columnar de las vías respiratorias, desde donde llegan a las secreciones respiratorias y se diseminan a través de pequeños aerosoles generados al toser o estornudar. El contagio se produce persona a persona y el periodo en el que los pacientes son infectantes va desde 24-48 h. antes del inicio de la fiebre hasta 4-5 días después de éste. El periodo de incubación es de 1-5 días.

Manifestaciones cínicas Los principales síntomas son fiebre en forma de picos febriles de 38 a 40º, con escalofríos, acompañada de cefalea, dolor de garganta, malestar general y tos seca. A la exploración el paciente presenta malestar, hiperemia facial, inyección conjuntival, hiperemia de mucosas y rinorrea clara. El cuadro clínico acostumbra a resolverse en unos 3-7 días, aunque la tos y el malestar pueden durar más de 2 semanas.

Las manifestaciones clínicas predominantes varían con la edad, de forma que los síntomas digestivos son más frecuentes en los niños. A esta edad también pude manifestarse en forma de crup, otitis media, bronquitis, bronquiolitis o en forma de una convulsión febril. En el embarazo se asocia a un aumento del riesgo de aborto y muerte del feto. Figura. Espectro clínico de la gripe en función de la edad. Las complicaciones más importantes son las respiratorias.

El virus de la gripe puede causar una neumonitis vírica, que se acostumbra a iniciar en las primeras 24 horas de la enfermedad con tos seca que se sigue de expectoración sanguinolenta, taquipnea, cianosis e insuficiencia respiratoria. En la radiografía acostumbran a aparecer infiltrados intersticiales bilaterales, aunque también pueden adoptar otros patrones. Se considera que tiene mal pronóstico, aunque existen informes en sentido contrario. Además, la gripe puede favorecer la aparición de neumonías secundarias. Se caracterizan por un aumento de la fiebre y la aparición de tos productiva en el momento de la convalecencia. Los gérmenes más frecuentemente implicados son S. pneumoniae, S. aureus, H. influenzae y el estreptococo β-hemolítico del grupo A.

El virus de la gripe puede causar complicaciones neurológicas como el síndrome de Reye (asociado a degeneración grasa del hígado), Guillain-Barré, encefalitis, encefalopatía y mielitis transversa.

Diagnóstico de confirmación La combinación de síntomas que presentan un mejor valor predictivo positivo es la coincidencia de fiebre y tos de inicio brusco. Sin embargo muchas otras infecciones pueden ocasionar cuadros parecidos e incluso algunas de ellas coinciden en la temporada de máxima circulación.

El diagnóstico de certeza de infección gripal puede reducir la utilización innecesaria de antibióticos, así como servir de guía en la utilización de fármacos antivíricos en caso de que sean necesarios.

Existen varias pruebas diagnósticas de infección gripal:

* Cultivo del virus. Es el patrón oro para todas las otras pruebas, pero los resultados no suelen ser lo suficientemente rápidos como para tener utilidad clínica. Las mejores muestras para detectar el virus se obtienen de la nasofaringe y la garganta.

* Detección de ARN vírico. Mediante transcripción inversa y RCP posterior. Son muy sensibles y se pueden combinar con la detección de otros virus como el VRS.

* Detección de proteínas víricas. Son menos sensibles que las de la detección del ARN vírico, pero sus resultados pueden estar disponibles en 1 hora, por lo que se pueden utilizar como guía para la utilización de fármacos antivirales.

* Diagnóstico serológico. Se basa en la detección de un aumento de los niveles de anticuerpos contra el virus de la gripe de 4 veces o más en 10-14 días, por lo que tiene muy poca utilidad clínica.

Recientemente se han introducido varias pruebas de diagnóstico rápido, cuyos resultados están disponibles en menos de 30 min. y que presentan una sensibilidad >70% con una sensibilidad >90%.

Bibliografía

1. Conferencia de consenso sobre la gripe. Disponible en: Vacunas.org (http://www.vacunas.org/). Consultado por última vez el 30-10-2005 PDF

2. Cox NJ, Subbarao K. Influenza. Lancet 1999; 354: 1277-1282. TC (s)

3. Influenza. Lab Diagnosis. Disponible en: CDC (http://www.cdc.gov/). Consultado por última vez el 30-10-2005

Autor Manuel Iglesias Rodal. Correo electrónico: mrodal@menta.net.

Informações veiculadas pelo Ministério da Saúde na forma de slides:

http://www.slideshare.net/jc_online/apresentacao-gripe-suina

Extraído de: http://www.gripe.org.br

O que é
A influenza suína é uma doença respiratória causada pelo vírus A(H1N1). Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

O vírus
O vírus foi identificado como Influenza A, subtipo H1N1, uma variante nova da gripe suína. Ele contém ADN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos.

Vacina
Não existe vacina para a gripe suína..
A vacina destinada à prevenção da “gripe convencional” oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus H1N1.
O Japão anunciou que pretende desenvolver uma vacina eficaz.

Contágio
A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.
Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói o vírus da gripe suína.

Sintomas
A gripe suína apresenta os mesmos sintomas da gripe humana comum.

Como Prevenir
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca e lavar as mãos frequentemente com água e sabão.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica .
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

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